Justiça mantém preso o médico acusado de dopar e estuprar a ex-namorada
Pediatra se tornou réu por estupro de vulnerável, lesão corporal e violência psicológica

SBT News
A Justiça decidiu manter preso o médico acusado de dopar e estuprar a ex-namorada durante dois anos, no Rio de Janeiro. O pediatra Raphael Derossi Ribeiro da Silva se tornou réu por estupro de vulnerável, lesão corporal e violência psicológica.
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"Ela, até hoje, faz acompanhamento psicológico, que é essencial pra ela continuar tendo uma vida minimamente saudável, e até pra futuros relacionamentos. Não só relacionamentos amorosos, mas relacionamentos com amigos, familiares, a questão da confiança, isso tudo é muito importante", diz Érica Oliveira, advogada da vítima.
Ele também dopou a vítima com remédios e a agrediu com socos, como explica a delegada responsável pelo caso, Viviane da Costa Ferreira: "durante as investigações, se verificou que ele utilizou inclusive de ansiolíticos para que a vítima não resistisse às suas investidas sexuais".
Raphael trabalha para uma organização social contratada pela prefeitura de Itaguaí, que já solicitou que ele seja demitido. O Conselho Regional de Medicina informou que está apurando os fatos.
Durante a tarde, Raphael passou por uma audiência de custódia em um presídio na zona norte da cidade. A Justiça decidiu que ele vai continuar preso preventivamente, ou seja, por tempo indeterminado.
Outras denúncias contra o acusado foram decisivas para a decretação da prisão. "Pelo que consta nas investigações, existem 14 registros de ocorrência feitos por mulheres contra ele. As mais variadas imputações, passando por lesão corporal, estupro, estupro de vulnerável, e até mesmo crimes contra a honra: injúria, tem também ameaça", diz o advogado Carlos Eduardo Rebelo.
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