Pelosi reforça que EUA "não abandonarão" compromisso com Taiwan
Líder do Congresso norte-americano visitou ilha em meio à tensão com China

Camila Stucaluc
A presidente do Congresso dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, afirmou, na 3ª feira (2.ago), que o país não irá abandonar o compromisso firmado com Taiwan. Em pronunciamento no escritório presidencial em Taipé, capital da ilha, a política disse ainda que o governo norte-americano está orgulhoso da "amizade duradoura" entre as nações.
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"Agora, mais do que nunca, a solidariedade da América com Taiwan é crucial e essa é a mensagem que estamos trazendo aqui hoje. Estou ansiosa para exibir essa honraria no Gabinete da Presidência (da Câmara), ou usá-lo no Capitólio como um símbolo de nossa preciosa amizade", disse Pelosi.
A fala foi bem recebida pela presidente de Taiwan, Tsai Ing-Wen, que reforçou que o governo fará "o que for preciso" para fortalecer a capacidade de autodefesa, sobretudo agora, em meio à ameaça do governo chinês. "Defenderemos firmemente a soberania de nossa nação e continuaremos a manter a linha de defesa da democracia", frisou.
Ing-Wen agradeceu pela visita de Pelosi à ilha e disse que continuará trabalhando com o governo norte-americano para fortalecer a cooperação em áreas como segurança do Indo-Pacífico e desenvolver maiores cadeias de suprimentos e economia.
Apesar do sucesso, autoridades chinesas condenaram a visita da política, alegando que o ato "violou gravemente" o princípio de uma só China, uma vez que o país está reivindicando novamente o território de Taiwan, separada em 1949 devido à guerra civil. Em resposta, tropas chinesas foram enviadas próximas à ilha para realizarem "exercícios militares".
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"Há apenas uma China no mundo, Taiwan é uma parte inalienável do território da China. A questão de Taiwan é a questão mais importante e mais sensível no cerne das relações China-EUA. O Estreito de Taiwan está enfrentando uma nova rodada de tensões e desafios graves, e a causa fundamental são os repetidos movimentos das autoridades de Taiwan e dos Estados Unidos para mudar o status quo", escreveu o governo.